Por Roberto Lopes
Na noite desta quinta-feira, antevéspera do Natal de 2009, o canal de TV a cabo Discovery Channel apresenta mais um de seus infindáveis especiais sobre a pesquisa histórica acerca da vida de Jesus Cristo.
O programa Who was Jesus? (“Quem foi Jesus?”) será levado ao ar às 21h, amparado nas especulações de pesquisadores e historiadores, e numa recriação artística do dia a dia na região da Galiléia, 2000 anos atrás. Nada muito diferente do especial sobre a infância de Jesus, que o mesmo Discovery tem apresentado nas últimas semanas.
Mas o que esses programas evidenciam é que a investigação sobre a infância e a adolescência do Cristo da Igreja Católica ainda reúne pouquíssima informação digna de crédito. E isso pelo simples motivo de que não há relatos de testemunhas dessas fases da vida de Jesus de Nazaré.
Sabemos que ele cresceu numa família modesta, e era filho de um judeu que não trabalhava com a agricultura; José era, possivelmente, um carpinteiro da Galiléia. Quase todas as informações disponíveis provêm dos evangelistas, que escreveram suas obras até a segunda metade do século 1 – mas nenhum deles chegou a conhecer Jesus pessoalmente.
Lucas e Mateus escreveram algumas passagens sobre os primeiros anos de vida do Cristo, mas os outros dois evangelistas, João e Marcos, só relataram episódios protagonizados por um Jesus adulto.
Ninguém sabe ao certo o dia e o ano exatos de seu nascimento, dados indispensáveis a qualquer biografia. A data de 25 de dezembro foi estabelecida de modo convencional por líderes cristãos no final do século III.
O que sim, os historiadores afirmam, é que Jesus não poderia exibir o tipo físico com que foi idealizado pela Igreja, de cabelos e olhos claros.
Um dos escassos registros da infância de Jesus é seu encontro com os sábios no Templo de Jerusalém, a quem surpreendeu com sua inteligência e a argúcia de suas perguntas acerca, possivelmente, dos ensinamentos da Torá – conjunto de livros que constitui a obra mais sagrada dos judeus.
A família de José havia ido a Jerusalém para as festas da Páscoa, o Pessach judeu. Eles estavam voltando a Nazaré quando perceberam que Jesus não acompanhava a caravana. José e Maria voltaram angustiados para procurá-lo, e o encontraram três dias depois no Templo.
“Por que me procurais? Não sabíeis que eu devia estar na casa de meu Pai?”, lhes perguntou serenamente o menino de 12 anos, segundo os relatos dos evangelistas.
Um documentário também exibido no Brasil, no início de 2009, pelo canal Discovery, noticiou a identificação de um túmulo onde teriam sido enterrados Jesus Cristo, seus pais, Maria e José, e Maria Madalena.
Intitulado The Lost Tomb of Jesus (“O Túmulo Perdido de Jesus”), o documentário foi produzido por James Cameron, director do filme Titanic, e pelo arqueólogo Simcha Jacobovici para o canal, após três anos de preparação. No entanto, a comunidade científica ironizou o seu conteúdo.
O suposto túmulo foi encontrado em 1980 no subúrbio de Talpiot, em Jerusalém. Na ocasião, os arqueólogos encontraram dez caixões (repositórios de ossos) e três crânios. Em alguns dos esquifes havia inscrições que foram traduzidas como “Jesus, filho de José”; “Judá, filho de Jesus”; “Mariamne”; “Maria”; “José” e “Mateus”.
Testes de DNA nos resíduos dos ossos verificaram que não havia parentesco entre os ossos de Jesus e de Mariamne. Com isso, Cameron concluiu que ambos só poderiam ocupar a mesma tumba se fossem casados. Além disso, passou a defender que Mariamne seria o nome verdadeiro de Maria Madalena. Em outras palavras, o documentário de Cameron e Jacobovici tenta relacionar os nomes encontrados aos da família da Jesus e argumenta que Jesus e Maria Madalena foram casados e tiveram um filho (Judá).
Em entrevista à agência de notícias France Press, Amos Kloner, o arqueólogo israelita que descobriu a tumba e a documentou como a sepultura de uma família judaica, foi, contudo, muito claro: “Insisto no fato de que é uma tumba comum no século 1 antes de Cristo”. Kloner garantiu que “os nomes eram uma coincidência e o filme [documentário] é uma bobagem”.
Eixo Afeganistão-Paquistão consumirá esforço adicional da Cruz Vermelha em 2010
Terça-feira, Dezembro 15, 2009
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Blog da redação
Por Roberto Lopes
A imagem, não há como escapar, é a do saco sem fundo.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) vai gastar, ano que vem, um orçamento 7 % maior que o de 2009 em assistência médica, e praticamente tudo será absorvido pelas necessidades crescentes de assistência às populações do Afeganistão e do Paquistão – países convulsionados por diversos grupos guerrilheiros, entre os quais o talibã e a Al Qaeda.
Relatório divulgado no início do mês, em Genebra, apresenta como prioridades: (a) ampliar a capacidade dos hospitais de campanha no Paquistão; (b) melhorar o acesso dos necessitados ao atendimento primário (saúde básica) e aos primeiros socorros; (c) aumentar a ajuda aos centros ortopédicos (que acolhem mutilados por minas terrestres) em países como o Afeganistão; e (d) consolidar a prestação de serviços primários de saúde em favor de pessoas prisioneiras.
A Cruz Vermelha Internacional tem 12 mil funcionários que trabalham em 80 países. Do seu orçamento de 1,1 bilhão de francos suíços (cerca de 2 bilhões de reais) previsto para 2010, pelo menos 983 milhões de francos serão consumidos no atendimento de campo. O Afeganistão será, em princípio, a maior operação humanitária do CICV: 86 milhões de francos suíços --aumento de 18% comparado ao orçamento inicial de 2009 – que servirão ao trabalho de 1.500 médicos, enfermeiros e elementos dos serviços de apoio. O Iraque consumirá verba quase igual: 85 milhões de francos suíços; e o Sudão, 76 milhões de francos suíços.
Em 2008 a Cruz Vermelha atendeu cerca de 3,5 milhões de pessoas nos seus centros de saúde. Somente em 21 países foram realizadas mais de 108 mil cirurgias.
Uma análise da Diretoria de Operações da entidade mostrou dados alarmantes. Primeiro: na maior parte dos países em que o CICV opera, sua presença tem se revelado necessária há 20, 30 ou mesmo 40 anos – o que significa dizer que essas nações não tem conseguido resolver seus problemas de guerras e de insuficiência na prestação dos serviços básicos de saúde. Os cenários mais dramáticos, nesse caso, são os do Oriente Médio e da África.
Característica de várias situações de conflito é a combinação de um Estado frágil, com infraestrutura em colapso e conflitos internos, misturados a atores movidos por metas políticas e apoiados por grupos criminosos. A esse coquetel explosivo somam-se circunstâncias amplamente desfavoráveis, como degradação ambiental, seca, enchentes e pandemias. O resultado final: populações inteiras extremamente vulneráveis.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está convencido de que o conflito no Afeganistão está se expandindo e se intensificando. A entidade opera no país há 30 anos, e nunca enfrentou tantos riscos como agora. As rotas de deslocamento das suas equipes são comunicadas de forma ampla às forças internacionais de segurança, ao Exército afegão e à guerrilha talibã, mas isso não tem resultado em maior segurança para as suas atividades.
Há, contudo, vitórias pontuais de importância indiscutível. Em 2007 a Cruz Vermelha conseguiu que equipes do Ministério da Saúde afegão e da Organização Mundial de Saúde fizessem uma campanha de vacinação contra a poliomielite no interior do país.
A imagem, não há como escapar, é a do saco sem fundo.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) vai gastar, ano que vem, um orçamento 7 % maior que o de 2009 em assistência médica, e praticamente tudo será absorvido pelas necessidades crescentes de assistência às populações do Afeganistão e do Paquistão – países convulsionados por diversos grupos guerrilheiros, entre os quais o talibã e a Al Qaeda.
Relatório divulgado no início do mês, em Genebra, apresenta como prioridades: (a) ampliar a capacidade dos hospitais de campanha no Paquistão; (b) melhorar o acesso dos necessitados ao atendimento primário (saúde básica) e aos primeiros socorros; (c) aumentar a ajuda aos centros ortopédicos (que acolhem mutilados por minas terrestres) em países como o Afeganistão; e (d) consolidar a prestação de serviços primários de saúde em favor de pessoas prisioneiras.
A Cruz Vermelha Internacional tem 12 mil funcionários que trabalham em 80 países. Do seu orçamento de 1,1 bilhão de francos suíços (cerca de 2 bilhões de reais) previsto para 2010, pelo menos 983 milhões de francos serão consumidos no atendimento de campo. O Afeganistão será, em princípio, a maior operação humanitária do CICV: 86 milhões de francos suíços --aumento de 18% comparado ao orçamento inicial de 2009 – que servirão ao trabalho de 1.500 médicos, enfermeiros e elementos dos serviços de apoio. O Iraque consumirá verba quase igual: 85 milhões de francos suíços; e o Sudão, 76 milhões de francos suíços.
Em 2008 a Cruz Vermelha atendeu cerca de 3,5 milhões de pessoas nos seus centros de saúde. Somente em 21 países foram realizadas mais de 108 mil cirurgias.
Uma análise da Diretoria de Operações da entidade mostrou dados alarmantes. Primeiro: na maior parte dos países em que o CICV opera, sua presença tem se revelado necessária há 20, 30 ou mesmo 40 anos – o que significa dizer que essas nações não tem conseguido resolver seus problemas de guerras e de insuficiência na prestação dos serviços básicos de saúde. Os cenários mais dramáticos, nesse caso, são os do Oriente Médio e da África.
Característica de várias situações de conflito é a combinação de um Estado frágil, com infraestrutura em colapso e conflitos internos, misturados a atores movidos por metas políticas e apoiados por grupos criminosos. A esse coquetel explosivo somam-se circunstâncias amplamente desfavoráveis, como degradação ambiental, seca, enchentes e pandemias. O resultado final: populações inteiras extremamente vulneráveis.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha está convencido de que o conflito no Afeganistão está se expandindo e se intensificando. A entidade opera no país há 30 anos, e nunca enfrentou tantos riscos como agora. As rotas de deslocamento das suas equipes são comunicadas de forma ampla às forças internacionais de segurança, ao Exército afegão e à guerrilha talibã, mas isso não tem resultado em maior segurança para as suas atividades.
Há, contudo, vitórias pontuais de importância indiscutível. Em 2007 a Cruz Vermelha conseguiu que equipes do Ministério da Saúde afegão e da Organização Mundial de Saúde fizessem uma campanha de vacinação contra a poliomielite no interior do país.
Expedição levará jovens da Bolívia à Guatemala
Quarta-feira, Novembro 25, 2009
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Blog da redação
Por Roberto Lopes
Se você tem entre 18 e 23 anos e muita disposição para aventuras, ainda dá tempo de se inscrever para disputar uma vaga na expedição La Ruta Inka 2010, que levará 400 jovens da Bolívia à Guatemala.
A iniciativa é da entidade peruana Ruta Inka. A viagem terá início a 21 de junho, partindo de Tiahuanco, com direito às despedidas do carismático Presidente boliviano Evo Morales.
O percurso será feito por duas equipes, cada uma de 200 rapazes e moças. O primeiro grupo sairá de Tiahuanco, na Bolívia, com destino a Capurganá, no norte da Colômbia, perto da fronteira com o Panamá. A segunda equipe seguirá desse ponto até o Parque Nacional de Tikal, na Guatemala. A chegada está prevista para 30 de agosto.
No total, os 400 expedicionários terão percorrido santuários arqueológicos e reservas indígenas da Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala.
Para tentar uma vaga na viagem é preciso mandar uma monografia sobre temas ligados às culturas-pré-colombianas da América – como o uso ancestral das folhas de coca, de objetivos medicinais, ou o antigo Tahuantinsuyo (território de civilização inca).
As monografias podem ser encaminhadas até o próximo dia 30 de abril de 2010 a Ruben La Torre, presidente da Asociación Ruta Inka. Mais informações pelo site www.ruta-inka.com.pe.
Esta será a sétima edição da Ruta Inka, projeto cultural nascido em 2000, no marco do Decenio Internacional de los Pueblos Indígenas.
Se você tem entre 18 e 23 anos e muita disposição para aventuras, ainda dá tempo de se inscrever para disputar uma vaga na expedição La Ruta Inka 2010, que levará 400 jovens da Bolívia à Guatemala.
A iniciativa é da entidade peruana Ruta Inka. A viagem terá início a 21 de junho, partindo de Tiahuanco, com direito às despedidas do carismático Presidente boliviano Evo Morales.
O percurso será feito por duas equipes, cada uma de 200 rapazes e moças. O primeiro grupo sairá de Tiahuanco, na Bolívia, com destino a Capurganá, no norte da Colômbia, perto da fronteira com o Panamá. A segunda equipe seguirá desse ponto até o Parque Nacional de Tikal, na Guatemala. A chegada está prevista para 30 de agosto.
No total, os 400 expedicionários terão percorrido santuários arqueológicos e reservas indígenas da Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador e Guatemala.
Para tentar uma vaga na viagem é preciso mandar uma monografia sobre temas ligados às culturas-pré-colombianas da América – como o uso ancestral das folhas de coca, de objetivos medicinais, ou o antigo Tahuantinsuyo (território de civilização inca).
As monografias podem ser encaminhadas até o próximo dia 30 de abril de 2010 a Ruben La Torre, presidente da Asociación Ruta Inka. Mais informações pelo site www.ruta-inka.com.pe.
Esta será a sétima edição da Ruta Inka, projeto cultural nascido em 2000, no marco do Decenio Internacional de los Pueblos Indígenas.
Por Roberto Lopes
O programa espacial americano está praticamente fechado às cooperações internacionais de fins eminentemente políticos - como a que levou ao espaço, três anos e meio atrás, para um passeio de desconhecido proveito científico, o astronauta brasileiro Marcos Pontes.
O público se lembra bem: Pontes espremido a um canto da cápsula russa Soyuz TMA-8, sorridente, batendo com a mão direita enluvada na pequena bandeira brasileira que levava colada no ombro esquerdo, como se fosse um menino embriagado de felicidade por realizar seu sonho.
Brasília pagou cerca de 10 milhões de dólares à Agência Espacial Russa, para que o coronel Pontes vivesse os seus 15 segundos de glória – momentos que representaram também, claro, um (importante?) lance publicitário do governo federal.
Entre os 15 astronautas que trabalharão na Estação Espacial Internacional, ano que vem, apenas dois – um italiano e um japonês - não são americanos ou russos. E ambos são veteranos: no espaço e na idade.
Paolo Nespoli, o italiano, quando subir ao espaço, em novembro de 2010, estará prestes a completar o seu 54º aniversário. O japonês Soichi Noguchi terá, ao chegar à estação – dentro de cinco meses -, quase 45 anos de idade.
A dupla possui currículos invejáveis. Nespoli é um especialista na robótica dos laboratórios espaciais; a área de especialidade de Noguchi são os projetos aerodinâmicos.
Marcos Pontes foi declarado astronauta pela Nasa (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) em 2000, mas desanimou logo em 2004, aos 41 anos, depois de ter sido preterido na escala de uma tripulação que seguiria para a Estação Internacional a bordo de uma nave Soyuz. O transporte russo só leva três tripulantes de cada vez, e isso alongara muito a lista dos candidatos ao vôo. A solução foi fazer o passeio espacial em uma outra missão do programa espacial russo, que nada tinha a ver com os afazeres da Estação Espacial.
Só como comparação: Paolo Nespoli aguardou por sete anos a sua vez de subir ao espaço em um vôo da Nasa; Noguchi esperou dez.
O programa espacial americano está praticamente fechado às cooperações internacionais de fins eminentemente políticos - como a que levou ao espaço, três anos e meio atrás, para um passeio de desconhecido proveito científico, o astronauta brasileiro Marcos Pontes.
O público se lembra bem: Pontes espremido a um canto da cápsula russa Soyuz TMA-8, sorridente, batendo com a mão direita enluvada na pequena bandeira brasileira que levava colada no ombro esquerdo, como se fosse um menino embriagado de felicidade por realizar seu sonho.
Brasília pagou cerca de 10 milhões de dólares à Agência Espacial Russa, para que o coronel Pontes vivesse os seus 15 segundos de glória – momentos que representaram também, claro, um (importante?) lance publicitário do governo federal.
Entre os 15 astronautas que trabalharão na Estação Espacial Internacional, ano que vem, apenas dois – um italiano e um japonês - não são americanos ou russos. E ambos são veteranos: no espaço e na idade.
Paolo Nespoli, o italiano, quando subir ao espaço, em novembro de 2010, estará prestes a completar o seu 54º aniversário. O japonês Soichi Noguchi terá, ao chegar à estação – dentro de cinco meses -, quase 45 anos de idade.
A dupla possui currículos invejáveis. Nespoli é um especialista na robótica dos laboratórios espaciais; a área de especialidade de Noguchi são os projetos aerodinâmicos.
Marcos Pontes foi declarado astronauta pela Nasa (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) em 2000, mas desanimou logo em 2004, aos 41 anos, depois de ter sido preterido na escala de uma tripulação que seguiria para a Estação Internacional a bordo de uma nave Soyuz. O transporte russo só leva três tripulantes de cada vez, e isso alongara muito a lista dos candidatos ao vôo. A solução foi fazer o passeio espacial em uma outra missão do programa espacial russo, que nada tinha a ver com os afazeres da Estação Espacial.
Só como comparação: Paolo Nespoli aguardou por sete anos a sua vez de subir ao espaço em um vôo da Nasa; Noguchi esperou dez.
Peixes-robô vão para a água em quatro meses
Quarta-feira, Setembro 30, 2009
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Blog da redação
Roberto Lopes
Cinco peixes-robôs em formato de carpa serão lançados ao mar em janeiro, perto do porto de Gijón, no norte da Espanha. A informação foi confirmada por um porta-voz da empresa de eletrônica BMT Group, responsável pela engenharia do modelo - que tem o apoio de uma equipe de pesquisadores marinhos da Universidade de Essex, na Inglaterra.
O engenho tem a missão de transmitir dados acerca dos índices de poluição em áreas costeiras. As informações serão coletadas por sensores químicos instalados nos robôs, e transmitidas para instalações de monitoramento - em terra e a bordo de navios – através de um sistema de rede do tipo Wi-Fi (sem fio).
A meta prioritária é detetar prejuízos ao ambiente marinho derivados de vazamentos em embarcações e oleodutos submarinos. Se esse primeiro teste for bem sucedido, os cientistas de Essex acreditam que os robôs venham a ser utilizados também para realizar investigações ambientais em rios e lagos.
Os robôs em formato de carpa custam cerca de 62 mil reais cada um (aproximadamente 20 mil libras), e medem 1,5 m de comprimento. Seu deslocamento, impulsionado por baterias elétricas, imita o movimento de peixes reais.
Os peixes-robôs da Essex são uma evolução sobre outros modelos desse gênero, que eram comandados por controle remoto.
Além disso, o design em forma de peixe parece conferir a esses robôs uma eficiência bem superior à dos conhecidos mini-submarinos – especialmente em termos de consumo de energia. Essa performance é indispensável para garantir que os sensores de deteção de poluentes possam navegar – e operar - por mais tempo.
Cinco peixes-robôs em formato de carpa serão lançados ao mar em janeiro, perto do porto de Gijón, no norte da Espanha. A informação foi confirmada por um porta-voz da empresa de eletrônica BMT Group, responsável pela engenharia do modelo - que tem o apoio de uma equipe de pesquisadores marinhos da Universidade de Essex, na Inglaterra.
O engenho tem a missão de transmitir dados acerca dos índices de poluição em áreas costeiras. As informações serão coletadas por sensores químicos instalados nos robôs, e transmitidas para instalações de monitoramento - em terra e a bordo de navios – através de um sistema de rede do tipo Wi-Fi (sem fio).
A meta prioritária é detetar prejuízos ao ambiente marinho derivados de vazamentos em embarcações e oleodutos submarinos. Se esse primeiro teste for bem sucedido, os cientistas de Essex acreditam que os robôs venham a ser utilizados também para realizar investigações ambientais em rios e lagos.
Os robôs em formato de carpa custam cerca de 62 mil reais cada um (aproximadamente 20 mil libras), e medem 1,5 m de comprimento. Seu deslocamento, impulsionado por baterias elétricas, imita o movimento de peixes reais.
Os peixes-robôs da Essex são uma evolução sobre outros modelos desse gênero, que eram comandados por controle remoto.
Além disso, o design em forma de peixe parece conferir a esses robôs uma eficiência bem superior à dos conhecidos mini-submarinos – especialmente em termos de consumo de energia. Essa performance é indispensável para garantir que os sensores de deteção de poluentes possam navegar – e operar - por mais tempo.
Plantas que comem pequenos ratos podem ser úteis
Quinta-feira, Setembro 24, 2009
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Blog da redação
Roberto Lopes
Botânicos e ambientalistas da Tailândia tentarão, a partir do ano que vem, transferir exemplares da planta carnívora Nepenthes attenboroughi, encontrada nas encostas do Monte Vitória – região central do país -, para regiões de cultivo de alimentos habitualmente atacadas por insetos.
O plano é testar se a espécie, fotografada e relatada por três pesquisadores europeus há cerca de dois anos, pode servir como predadora natural.
Batizada em homenagem ao veterano apresentador inglês de programas sobre o meio ambiente, David Attenborough, a Nepenthes attenboroughi tem a forma de um cone em cores vivas, e chega a medir 1,5 m de altura. Ela devora suas presas valendo-se de um sistema digestivo à base de ácidos, que destrói os corpos vivos engolidos.
Os primeiros relatos sobre essa planta foram feitos por dois missionários que, em 2000, tentaram escalar o Monte Vitória, e passaram 13 dias perdidos na região. Então, em 2007, dois britânicos e um alemão formaram uma expedição científica ao centro da Tailândia. A descoberta da grande planta aconteceu a cerca de 1,6 mil metros de altitude, entre pedregulhos.
“A espécie está entre as maiores plantas carnívoras conhecidas e produz armadilhas espetaculares, capazes de aprisionar não apenas insetos, mas também roedores do tamanho de ratos", afirmou o cientista Stewart McPherson, um dos integrantes da missão.
O feito foi divulgado na publicação especializada Botanical Journal of the Linnean Society. Os cientistas também catalogaram outras espécies até então desconhecidas, como cogumelos azuis e samambaias rosas.
Botânicos e ambientalistas da Tailândia tentarão, a partir do ano que vem, transferir exemplares da planta carnívora Nepenthes attenboroughi, encontrada nas encostas do Monte Vitória – região central do país -, para regiões de cultivo de alimentos habitualmente atacadas por insetos.
O plano é testar se a espécie, fotografada e relatada por três pesquisadores europeus há cerca de dois anos, pode servir como predadora natural.
Batizada em homenagem ao veterano apresentador inglês de programas sobre o meio ambiente, David Attenborough, a Nepenthes attenboroughi tem a forma de um cone em cores vivas, e chega a medir 1,5 m de altura. Ela devora suas presas valendo-se de um sistema digestivo à base de ácidos, que destrói os corpos vivos engolidos.
Os primeiros relatos sobre essa planta foram feitos por dois missionários que, em 2000, tentaram escalar o Monte Vitória, e passaram 13 dias perdidos na região. Então, em 2007, dois britânicos e um alemão formaram uma expedição científica ao centro da Tailândia. A descoberta da grande planta aconteceu a cerca de 1,6 mil metros de altitude, entre pedregulhos.
“A espécie está entre as maiores plantas carnívoras conhecidas e produz armadilhas espetaculares, capazes de aprisionar não apenas insetos, mas também roedores do tamanho de ratos", afirmou o cientista Stewart McPherson, um dos integrantes da missão.
O feito foi divulgado na publicação especializada Botanical Journal of the Linnean Society. Os cientistas também catalogaram outras espécies até então desconhecidas, como cogumelos azuis e samambaias rosas.
Chegam as providências. Três anos após a tragédia...
Segunda-feira, Agosto 17, 2009
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Blog da redação
Roberto Lopes
Exatos 35 meses depois de um Boeing da empresa aérea Gol ter colidido no ar com um jato particular Legacy, no norte de Mato Grosso – choque que derrubou o jato da Gol e matou 154 passageiros -, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) do Comando da Aeronáutica, em breve comunicado, anunciou, para o período de 2010 a 2016, a instalação no país de 61 novos radares de vigilância aérea.
Na época do acidente, um grupo de controladores de vôo da Força Aérea Brasileira denunciou a existência de uma “zona de sombra” – área não coberta por radares – no corredor aéreo entre Brasília e Manaus (AM), insinuando que isso teria contribuído para o fato de o monitoramento em terra não ter avisado os pilotos do Boeing sobre a presença do Legacy em rota de colisão. As mesmas denúncias apontaram o uso de radares antiquados e que forneciam informações imprecisas aos controladores. O Comando da Aeronáutica negou as duas informações.
A queda do Boeing da Gol, e o acidente com um Airbus da TAM ao pousar no Aeroporto Internacional de Congonhas (SP), nove meses depois, rebaixaram os níveis de confiança da comunidade aeronáutica internacional no tráfego aéreo brasileiro.
A notícia que o Decea divulgou na primeira semana deste mês não informa em que pontos do território nacional serão montados os novos radares, mas admite: sua aquisição acontece “em atendimento ao Conceito Operacional de Gerenciamento de Tráfego Aéreo, documento que traduz a Concepção Brasileira para a continuidade da implantação do Conceito Operacional ATM Global (Air Traffic Management) da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI)”.
Serão adquiridos 12 radares primários bidimensionais de longo alcance – para o monitoramento de rotas aéreas -, dois primários bidimensionais de curto alcance – para monitorar a aproximação de aeronaves em terminais aeroportuários -, 14 radares primários tridimensionais fixos; três radares secundários transportáveis e 30 radares secundários fixos.
Um ano atrás, auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) feita para avaliar a situação do tráfego aéreo no País constatou falhas graves e riscos no sistema de visualização do radar X-4000, utilizado pelo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo 4 (Cindacta 4), sediado na periferia da capital amazonense.
Segundo essa avaliação, as falhas podem comprometer a segurança de vôo no Amazonas e demais estados da Amazônia. De acordo com o relatório do TCU, foram constatados problemas de segurança, manutenção, funcionalidades, treinamento de usuários e plano de contingência para o X-4000, um software que integra o sistema do Decea.
Dentre as falhas encontradas no Cindacta 4, estão as variações indevidas de direção, altitude ou velocidade apresentadas pelo equipamento, o que, segundo o TCU, podem gerar comunicados de instruções incorretas por parte dos pilotos, o acionamento indevido de alarme anticolisão ou até mesmo situações de risco real para a operação, uma vez que as separações entre aeronaves serão providas com base em informações incorretas.
Outro problema, segundo o relatório, são as falhas na detecção de aeronaves em áreas com cobertura de radar, que impedem a prestação do serviço de vigilância na Amazônia. De acordo com os técnicos do TCU, se a aeronave não fizer contato com o órgão de controle, a situação se torna mais grave, pois não há como prover a separação das outras aeronaves com essa não detectada.
Apesar do Decea garantir que, acima dos 20.000 pés de altitude, a cobertura radar no Brasil é de 100%, o tribunal afirmou que evidenciou-se, que a cobertura radar abaixo dos 20.000 pés é deficiente em alguns pontos de movimento relevante, como nas regiões de Altamira (PA) e Parintins (369 quilômetros a leste de Manaus).
Exatos 35 meses depois de um Boeing da empresa aérea Gol ter colidido no ar com um jato particular Legacy, no norte de Mato Grosso – choque que derrubou o jato da Gol e matou 154 passageiros -, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) do Comando da Aeronáutica, em breve comunicado, anunciou, para o período de 2010 a 2016, a instalação no país de 61 novos radares de vigilância aérea.
Na época do acidente, um grupo de controladores de vôo da Força Aérea Brasileira denunciou a existência de uma “zona de sombra” – área não coberta por radares – no corredor aéreo entre Brasília e Manaus (AM), insinuando que isso teria contribuído para o fato de o monitoramento em terra não ter avisado os pilotos do Boeing sobre a presença do Legacy em rota de colisão. As mesmas denúncias apontaram o uso de radares antiquados e que forneciam informações imprecisas aos controladores. O Comando da Aeronáutica negou as duas informações.
A queda do Boeing da Gol, e o acidente com um Airbus da TAM ao pousar no Aeroporto Internacional de Congonhas (SP), nove meses depois, rebaixaram os níveis de confiança da comunidade aeronáutica internacional no tráfego aéreo brasileiro.
A notícia que o Decea divulgou na primeira semana deste mês não informa em que pontos do território nacional serão montados os novos radares, mas admite: sua aquisição acontece “em atendimento ao Conceito Operacional de Gerenciamento de Tráfego Aéreo, documento que traduz a Concepção Brasileira para a continuidade da implantação do Conceito Operacional ATM Global (Air Traffic Management) da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI)”.
Serão adquiridos 12 radares primários bidimensionais de longo alcance – para o monitoramento de rotas aéreas -, dois primários bidimensionais de curto alcance – para monitorar a aproximação de aeronaves em terminais aeroportuários -, 14 radares primários tridimensionais fixos; três radares secundários transportáveis e 30 radares secundários fixos.
Um ano atrás, auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) feita para avaliar a situação do tráfego aéreo no País constatou falhas graves e riscos no sistema de visualização do radar X-4000, utilizado pelo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo 4 (Cindacta 4), sediado na periferia da capital amazonense.
Segundo essa avaliação, as falhas podem comprometer a segurança de vôo no Amazonas e demais estados da Amazônia. De acordo com o relatório do TCU, foram constatados problemas de segurança, manutenção, funcionalidades, treinamento de usuários e plano de contingência para o X-4000, um software que integra o sistema do Decea.
Dentre as falhas encontradas no Cindacta 4, estão as variações indevidas de direção, altitude ou velocidade apresentadas pelo equipamento, o que, segundo o TCU, podem gerar comunicados de instruções incorretas por parte dos pilotos, o acionamento indevido de alarme anticolisão ou até mesmo situações de risco real para a operação, uma vez que as separações entre aeronaves serão providas com base em informações incorretas.
Outro problema, segundo o relatório, são as falhas na detecção de aeronaves em áreas com cobertura de radar, que impedem a prestação do serviço de vigilância na Amazônia. De acordo com os técnicos do TCU, se a aeronave não fizer contato com o órgão de controle, a situação se torna mais grave, pois não há como prover a separação das outras aeronaves com essa não detectada.
Apesar do Decea garantir que, acima dos 20.000 pés de altitude, a cobertura radar no Brasil é de 100%, o tribunal afirmou que evidenciou-se, que a cobertura radar abaixo dos 20.000 pés é deficiente em alguns pontos de movimento relevante, como nas regiões de Altamira (PA) e Parintins (369 quilômetros a leste de Manaus).